terça-feira, 1 de novembro de 2011

Para minha rainha, Cristina

Não tenho que me esconder do amor que nasceu em mim
Repentino e dilacerante
Rompendo minhas angústias e vencendo minhas negações
Não posso esconder algo que me deu vida
Que me deu a possibilidade de renascer, descobrindo a nova vida
Que mora em cada novo amor que nos acontece
Não posso guardar o que a vida me revelou
No livro da minha alma
Em palavras que o vento soprou
Não posso remar contra maré
Pois se foram tuas vagas ondas
Que me aportaram na ilha de teu ser
Teu coração, teu corpo, tua alma,
Terras novas esperando germinação
Trazendo o sabor do pecado
Revelado na pureza do segredo segredado
Nas noites e tardes
De um tempo congelado no ar
Em que parecia não haver amanhã nem novo dia
Não posso mais esconder
Aquilo que tenho aprendido a amar.
Não posso te esconder de meus olhos
Que aprenderam a por ti chorar
Não posso mais me enganar
Só te amar.

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