quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pondo os livros em ordem

Resolvi organizar meus livros.
Eles que vivem correndo de mim, me enganando sobre onde estão, não querendo que eu os encontre.
Sempre que penso em um, aparece o outro e vice-versa.
Se não correm de mim,
Quem sabe não tenho companhia nas estantes, entre uma divisória e outra, entre um espaço e outro, em uma fenda do tempo, quem sabe, lá, não more um duende.
A verdade é que os livros nos escolhem, conhecem nosso melhor momento, nossas maiores e mais íntimas necessidades.
Se estivermos tristes, evitam os dramas, se estamos alegres nos colocam uma comédia, se precisamos de poesia nos oferecem uma rima.
Tantas histórias, tantos personagens,
vivos ou da imaginação.
Difícil escolher um deles, por isto eles nos escolhem.
De pronto comecei a relacioná-los.
Sem ordem, apenas separando por nome, autor e gênero e aí começa outra história e outro drama.
Como catalogar o gênero se nem sempre o que se diz é o que entendemos.
Mas gênero tem importância?
Não,
o principal é que se tenha uma boa história por onde caminhar, navegar ou flutuar.
Não queremos tantas setas já que lá pelo meio do livro já não sabemos bem o que nos prometeram no prefácio.
Livros, meus companheiros.
Deles não me desfaço, já mudei tantas vezes e eles sempre comigo.
Alguns já se foram
Foram alegrar corações alheios.
Vão embora,
Porque já não mais os compreendemos ou porque
Compreendemos até demais.
O importante é que seus significados não se percam. Quem sabe outros possam decifrá-los e venham até nós contar a novidade.
O certo é que contando, de nada adiantará porque para cada um,
O livro é uma misteriosa senhora
que se fecha, se esconde,
até que o coração possa se abrir por inteiro feito flor germinando no mundo da imaginação.


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