quinta-feira, 3 de novembro de 2011

T.S.Eliot para alma

A Áquila paira no topo dos Céus,
O Órion, com seus cães percorre o seu circuito.
Ó revolução perpétua de estrelas fixas,
Ó eterno retorno das mesmas estações,
Ó mundo de primavera e outono, de nascer e morrer!
O círculo sem fim da idéia e ação,
De invenção sem fim, de experimentação sem fim,
Traz conhecimento do movimento, mas não da tranqüilidade;
Conhecimento da língua, mas não do silêncio;
Conhecimento de palavras, e ignorância da Palavra.
Todo o nosso conhecimento nos leva mais próximos da nossa ignorância,
Toda a nossa ignorância nos leva para mais perto da morte,
Mas uma proximidade da morte que não é proximidade de Deus.
Onde está a vida que perdemos ao viver?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?
Os círculos dos Céus em vinte séculos
Levam-nos para mais longe de Deus e para mais perto do pó.

The Complete poems and Play. P.96 T.S.Eliot.
Tradução de Rubem Alves


3 comentários:

  1. Qual nome em inglês dessa poesia, você sabe?? Muito booa

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  2. Excelente! Apesar da disparidade de "Cronos", identidade da geração telas...

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  3. Excelente! Apesar da disparidade de "Cronos", identidade da geração telas...

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