sexta-feira, 24 de abril de 2015

Próxima parada!

Viagem. Palavra tão curta que nos move em tantas direções. Para qual ponto cardeal apontar nosso barco? Em que sentido içar nossas velas? Que roteiros escolher? Ciganos e ao acaso do movimento das ondas ou determinados e definidos?
Viajar é sempre uma aventura. Uma excitação que começa com o desejo de ir a algum lugar. Sair do porto presente, desatracar as amarras e seguir. Ontem estava sentado perto da janela de casa quando um vento veio de leve me lembrar que talvez fosse chegada a hora de novamente partir.
Aquele vento que nos enche de euforia e animação. Portando caderno, caneta, computador, livros e revistas saí junto com meu amor a rabiscar os primeiros esboços de um possível destino ou destinos.
Tantos interesses, tantas cidades, tantas curiosidades que foi difícil espremer o desejo para que ele ficasse do tamanho de dias disponíveis. Arruma daqui, aperta dali, elimina acolá e, finito, chegamos a 26 cidades. Algumas conhecidas do meu amor e outras, de nós dois.
Lembranças silenciosas de um caminhar pelas ruas, dos risos em uma mesa, da luminosidade da vela em um jantar ou da noite e do luar a nos abençoar em um passeio nas pontes sobre os rios Sena e Tibre.
Vai dar? Tem grana para tudo? Não sei. Ontem, não queria saber. Queria apenas colocar o sonho no papel, deslizar o lápis pelo papel entre um gole e outro de prazer. A viagem, afinal, não acontece quando embarcamos no avião e nem quando despachamos as malas.

Começa bem antes. Começa na cabeça, o coração e na emoção de um coração, ou melhor, dois corações apaixonados que tem um enorme encanto em estar juntos para toda e qualquer tipo de aventura.

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