sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sobre a arte do perdão

Bom dia!
Retornando a este espaço depois de uma ausência prolongada.
Uma experiência me marcou recentemente. O tempo da Quaresma deste ano que vivenciei com minha esposa pela primeira vez, fazendo um retiro espiritual. Um retiro em casa com leituras orientadas da Bíblia.
Sou teosofista. Ser teosofista é estar ligado a Sociedade Teosófica. Uma Sociedade ocultista criada em 1875 em Nova York por Helena Blavatsky e Henry, Steel Olcott. Em 1878 a sede muda para Índia onde permanece como sede mundial até a presente data.
Porque fiz esta observação sobre minha ligação com a ST? Porque é a ela que me vinculo espiritual e fraternalmente. Ingressei em seus quadros em 1986 e pertenci Loja Pitágoras. Um dos grandes princípios da ST é o estímulo ao estudo comparativo de religiões, ciência e filosofias. O estudo comparativo não nos vincula obrigatoriamente a nenhum dos ramos ou crenças mas nos abre a possibilidade de compreender o que cada um tem a mostrar e revelar a Humanidade.
Anne Besant que foi uma de suas presidentes, em um de seus livros, chama a atenção para este ponto ao afirmar que o estudo é que deve ser valorizado e que o fato de que uma pessoa se vincular a ST não anula a sua ligação com sua religião de origem e formação.
Ao contrário, deve servir de estímulo para que se possa compreendê-la de forma mais ampla e profunda.
Assim sendo e voltando ao início deste post, esta foi uma das razões pelas quais resolvi me aprofundar na leitura dos textos bíblicos, inicialmente motivado pela Páscoa.
Posso dizer que foi um mergulho profundo que fiz. Um mergulho em apneia, livre dos equipamentos que poderiam me dar segurança em águas tão profundas quando minha mente, minhas crenças e meu coração.
Um risco de encontrar nas águas turvas de minhas compreensões e incompreensões, a revelação dos mistérios de um período tão caro aos cristãos.
Foi revelador compreender a natureza e amplitude de se perdoar e do perdão. Ato aparentemente simples mas que se mostra por vezes complexo e intrincado. Sobre isto, em confissão escutei uma frase linda do padre. Um jovem padre. "perdoar não requer demonstração física e sim certeza interna no coração".
Achei o máximo porque na maioria das vezes entendemos que se não estivermos de frente com o objeto do perdão, esta atitude não tem valor.
Perdoar com a mente e o coração no silêncio de nossa sinceridade pode ser mais profundo e libertador.
Certamente foi para mim.
Perdoe-se primeiro!
Vamos perdoar?
Seguir em frente livres!
Bj e até outra hora!


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