sexta-feira, 17 de abril de 2015

Visualização

Visualização, visualizar, viralizar e tantas outras expressões deste nosso não mais novo e nem tão admirável mundo. O mundo das instantaneidades e da efemeridade das relações e padrões de comportamento. Não existem padrões que se sustentem ou se mantenham firmes. Não mais depois das novas tecnologias e dos padrões de interação que o mundo viu surgir.
Pensar que na minha época lá nos idos de 70, o enfrentamento era contras convenções de um mundo formal, formatado e fechado, enclausurados em suas próprias ditaduras. Sejam de governos ou de emoções.
Seria o padrão, hoje em dia, a verdadeira busca do Graal?
A necessidade, hoje, seria a de um instante de sossego antes da próxima onda de cliques e sons que nos avisam que os próximos e distantes cliques chegaram?
Seria o silêncio o Graal dos tempos modernos?
Se silenciar como vou me comunicar diriam os nem tão novos padrões de relacionamento e interação, não mais entre home e máquina, e sim entre ... Na verdade nem mais sei porque interação é palavra que se perde a cada dia. Vira lembrança, passado, poeira.
Porque desta conversa toda?
Porque ontem ao comentar com uma pessoa sobre o Blog e suas quase 6000 visualizações fiquei penando na minha própria frase e da falta de sentido dela. Visualização de quem, quê, quem ou quando?
Quantos que viram não se mostraram? Quantos viram e leram? Quantos leram e silenciaram? Quantos apenas clicaram? Quantos passaram de passagem entre uma estrada e outro e, neste posto, pararam? Quantos abasteceram?
Quantos....
Quem...

Onde....

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