segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mandala



Ontem, domingo, tarde da noite, conclui minha primeira Mandala colorida.
Uma nova moda e instala nestes tempos de tanta violência e agressividade humanas. Tiros, facadas, mortes, prisões..
Desatinos de um tempo enlouquecido pelo consumo e pela instantaneidade da vida. Um clique. Um zap. Um toque. Um instante que não pode mais ser vivido na intimidade de quem o sentiu ou percebeu. Obsessivamente sentimos o impulso incontrolável de compartilhar.  Tudo. A vida em fractais sucessivas vistos e revistos por milhões de anônimos que nunca nos dirigiram uma palavra, um olhar, um silêncio, um vazio onde nossa alma possa se acomodar no colo de uma sensibilidade alheia.
Esta Mandala recebeu as cores destes tempos, desta dúvidas e destas angústias. Uma necessidade central de encontrar luz e brilho em uma escuridão de perspectivas e de lágrimas jogadas ao vento.
Tentativa insana de expressar e forçar a miríade de cores que habitam nossas mentes e corações tão sequiosos de calor. Daquela sensação indolente de ficar recebendo luz e calor no silêncio secreto de nossos quartos, camas e penteadeiras.
Almas em desalinho que procuram a costura suave de linhas sinuosas e sensíveis que buscam o caminho do ponto e contraponto. Unindo tecidos esgarçados e desconectados de vestes. Tempos difíceis em que procuramos recantos sagrados e internos para compartilhar nossas súplica mais sinceras por paz. A nossa paz.
A paz do mundo. De todo mundo!

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