terça-feira, 9 de junho de 2015

Viva!

Que possamos unir nossas diferentes perspectivas por meio do afeto. Em tempos de mídias sociais que cada vez mais promovem a sensação do livre, leve e solto, que possamos encontrar um ponto comum de equilíbrio e respeito pela opinião e pelo próximo.
Que a tecnologia que aproxima e estreita distâncias possa ser isto, ou, apenas isto. Uma tecnologia e não uma arma de efeito letal e imediato que corrompe histórias, dilacera vidas e expõe o pior do ser humano. Sua incapacidade de lidar com o diferente, o alheio, o incompreensível, crenças, raças e cores.
Somos os dardos ou as flores que jogamos aos pés das pessoas. Podemos ser a sua mais doce lembrança ou a pior experiência de convívio.
Pensar é elemento cada vez mais desnorteador para as pessoas. Reféns de sua dose online de fragmentos multifacetados da realidade , a maioria prefere o caminho mais curto e imediato. Postar. Postar. Postar.
A palavra mais doce ou o sentimento mais afetuoso de proximidade desinteressada se perde em meio as torrentes de imagens, notícias e opiniões que se replicam indefinidamente por meio de seres replicantes.
Sim.
É nisto que estamos tornando. Seres replicantes.


Replicamos preconceito.
Replicamos inverdades.
Replicamos dogmas.
Replicamos intolerâncias.
Pior.
Replicamos a voz do vazio. De algo que nos chegou não se sabe de onde e nem para onde vai.
Perdemos a clareza de nosso maior dom. Pensamento e Reflexão.
Perdemos aquilo que nos faz únicos e nos torna diferentes da massa que segue infeliz o destino que sabe não ser seu.
Quem consegue, sabe. Quem sabe, sorri. Quem sorri, sabe que vive!


José Vicent Payá Neto

Lisboa - Castelo de São Jorge

Bom dia!
Cá estamos nós de novo para falar da próxima viagem. Como disse no último post, eu e Cris vamos começar nosso trajeto por Lisboa. Entre tantas opções e lugares para ver, olhar e paquerar, certamente alguns são nossa prioridade.
Os castelos certamente serão vistos e revistos já que tanto eu quanto minha querida Cris, adoramos.


Entre estes, o castelo de São Jorge será uma de nossas paradas.



Tenho uma ligação espiritual e devocional com São Jorge. Sua oração é belíssima e deixo aqui como um presente para todos. Para maiores informações sobre o castelo ver em http://castelodesaojorge.pt/historia/ .

Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus,
que trazeis em vosso rosto a esperança e a confiança,
abri meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com vossas armas
para que meus inimigos, tendo pés, não me alcancem; tendo mãos,
não me peguem; tendo olhos, não me enxerguem;
nem pensamentos possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, flechas e lanças se quebrarão
sem a meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão
sem o meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
estendei vosso escudo e vossas poderosas armas,
defendendo-me com vossa força e grandeza. Ajudai-me a superar todo desânimo
e a alcançar a graça que Vos peço (fazer aqui o seu pedido).
Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade.

Viver a Vida!

VIVER A VIDA

A vida é muito preciosa, e precisamos aproveitá-la hoje, a cada momento. Porque depois pode ser tarde...

"Se eu pudesse novamente viver a vida...
Na próxima...trataria de cometer mais erros...
Não tentaria ser tão perfeito...
Relaxaria mais...
Teria menos pressa e menos medo.
Daria mais valor secundário às coisas secundárias.
Na verdade bem menos coisas levaria a sério.
Seria muito mais alegre do que fui.
Só na alegria existe vida.
Seria mais espontâneo...correria mais riscos, viajaria mais.
Contemplaria mais entardeceres...
Subiria mais montanhas...
Nadaria mais rios...
Seria mais ousado...pois a ousadia move o mundo.
Iria a mais lugares onde nunca fui.
Tomaria mais sorvete e menos sopa...






Teria menos problemas reais...e nenhum imaginário.
Eu fui dessas pessoas que vivem preocupadamente
Cada minuto de sua vida.
Claro que tive momentos de alegria...
Mas se eu pudesse voltar a viver, tentaria viver somente bons momentos.
Nunca perca o agora.
Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã.
Eu era destes que não ia a lugar algum sem um termômetro...
Uma bolsa de água quente, um guarda chuvas ou um paraquedas...
Se eu voltasse a viver...viajaria mais leve.
Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo.
Se eu voltasse a viver
Começaria a andar descalço no início da primavera e...
continuaria até o final do outono.
Jamais experimentaria os sentimentos de culpa ou de ódio.
Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que tive.
Viveria cada dia como se fosse um prêmio
E como se fosse o último.
Daria mais voltas em minha rua, contemplaria mais amanheceres e
Brincaria mais do que brinquei.
Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura.
Tentaria uma coisa mais nova a cada dia.
Se tivesse outra vez a vida pela frente.
Mas como sabem...
Tenho 88 anos e sei que...estou morrendo."

Inveja mata!


Tem gente que acorda infeliz, dorme infeliz, vive infeliz e espalhando rancor e mágoa. Gente que se acha no direito de julgar os outros e de atribuir defeitos onde são incapazes de ver sinceridade e liberdade.
Liberdade das pessoas em construírem afetos, novas amizades e cobri-las de atenção e carinho.
Na boa, para estas pessoas só um recado:vai ser feliz!
Se é que isto é possível com cabeças tão depressivas!
Não enche o saco e para de ficar julgando o próximo como se fosse baluarte do bom comportamento.
Ou seja, vai construir alguma coisa.
Vai tentar servir de exemplo para os outros.
Vai construir uma referência profissional.
Vai tentar ter um amor para chamar de seu.
Vai construir pontes.
Vai ler um pouco e ter mais bagagem!
Por outro lado,
Largue o rancor,
Largue o ódio,
Largue a mágoa,
Largue a inveja,
Largue a infelicidade.


Porque depois não adianta reclamar da depressão.
A depressão somos nós que construímos.
Somos nossa luz ou escuridão.
Prefiro continuar espalhando luz e criando luz ao meu redor.
Sempre com novas amizades!
Sempre com minha linda família!
Sempre sendo referência no meu trabalho!
Sempre amando e sendo amado pelo meu amor e meus filhos.
Se liga!
Tempo passa!
Quem quer ser feliz, tem serenidade para caminhar!

José Vicent Payá Neto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pessoa

Ultimamente tenho lido e relido sempre com intensa paixão os escritos de Fernando Pessoa. Disse a minha amada que me sentia mais do que nunca, Pessoa tal intensidade de lucidez com que desbravava seus versos, rimas e poesias.
Não sei como este sentimento de proximidade me surgiu. Sei apenas que um belo dia, sentei-me no pequeno sofá da sala de leitura e abri um livro com alguns de seus escritos. Escritos de Álvaro de Campos, capa roxa e singela em uma pequena edição de bolso.
aos poucos fui folheando e procurando um porto por onde começar minha viagem para além de onde meus olhos são capazes de ver e meu coração de sentir. Criar a confiança dos indecisos, o farol dos ensombrecidos e o ardor dos leve de espírito.
Alguém que como ele sempre se sentiu tangenciando a vida. Vivendo-a das bordas de pequenas aventuras solitárias em viagens insólitas e nem sempre das mais seguras. Pensei ter encontrado um cais, um porto de onde saíssem vários navios para vários destinos. Encontrei um navio balançando calmamente nas ondas incertas da razão. Inseguro do que viria pela frente, subi a bordo e tentei não me virar. Não mais encontrar a segurança dos muros e das telhas que me protegem de mim mesmo.
Me voltei para a desconfiança do incerto e imprevisível. Apostei minhas fichas em um jogo de azar justamente por não ter cartas marcadas.
Destino? Desconhecido. Trajetória? Inconstante. Chegada? Nem sei mais.
Pessoa tem me feito bem. Tem me mostrado que ainda que em momentos de solidão e incompreensão.
De poesias rasgadas e alguma desilusão, é possível seguir em frente. Sem medo ainda que sem coragem. Seguir apenas. Viver já que viver só vale a pena se a vida não é pequena.
Fui!

José Vicent Payá Neto

Nova jornada - 2017

Semana que se inicia com muita luz, cor e vida! Hora de compartilhar novos projetos e novas expectativas. 
Eu e Cris pretendemos fazer uma nova viagem de lua de mel. Sim, mais uma viagem de lua de mel. Esta doce e gostosa sensação de frescor que acompanha nosso sentimento de amor e de afeto.
Começamos a rascunhar um possível roteiro tem mais ou menos 01 mês. Viagem longa, daquelas que se esticam até o último suspiro. Em 30 dias a estimativa inicial é de conhecer cerca de 26 novos lugares e uma velha conhecida de nossos corações. Paris.
Loucura? Não vai dar para ver tudo com calma? Besteira, é melhor ir para poucos lugares e aproveitar mais?Talvez sim. talvez não. Toda viagem começa com um sonho, uma vontade, uma certa dose de loucura de querer abraçar o mundo com nossos pequenos braços mas imensos desejos.
Assim, a partir de hoje vou começar a postar aqui neste humilde espaço, um pouco das imagens e comentários sobre os lugares que pretendemos conhecer. Uma viagem portanto compartilhada com os leitores do Blog. Esperamos comentários e dicas de quem por acaso tenha passado pelos lugares aqui mostrados.
Segue abaixo, um pouco da história desta linda cidade. Já gostei!!!

"Segundo a lenda, Lisboa foi fundada por Ulisses. O nome deriva de "Olissipo", palavra que, por sua vez, tem a sua origem nas palavras fenícias "Allis Ubbo', que significam "porto encantador".
O mais provável é Lisboa ter sido fundada pelos Fenícios e construída ao estilo mourisco, bem patente nas fortes influências árabes. Aliás, a cidade foi controlada pelos Mouros durante 450 anos. No século XII, os Cristãos reconquistaram Lisboa, embora só em meados do século XIII é que esta se tornou a capital do país.
No início da Época dos Descobrimentos, Lisboa enriqueceu ao tornar-se um importante centro para o comércio de jóias e especiarias.
Porém, o grande passo em frente da expansão portuguesa chegou em 1498, quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. Foi esse efetivamente o começo da Época de Ouro da cidade, caracterizada pelo estilo Manuelino na arquitetura, nome que advém do monarca da época, D. Manuel I, e que se caracteriza tipicamente pela utilização de motivos marítimos na sua decoração. Ao longo dos séculos, Lisboa cresceu e foi mudando naturalmente. Mais tarde, quando o centro da cidade foi destruído quase por completo pelo Terramoto de 1755, foi o Marquês de Pombal que se encarregou da sua reconstrução, criando assim a chamada Baixa Pombalina, uma área comercial que ainda hoje mantém a maior parte da sua traça original.
Lisboa é uma capital histórica, um pot-pourri com um carácter e um encanto fora do comum, onde 800 anos de influências culturais diversificadas se misturam com as mais modernas tendências e estilos de vida, criando contrastes verdadeiramente espetaculares.
Com vários motivos de encantamento, Lisboa Convida!" Fonte: http://www.visitlisboa.com/Conteudos/Menu-Principal/Lisboa/Historia.aspx?lang=pt-PT.


É pegar o bonde e embarcar nesta viagem romântica por uma cidade que deu ao mundo o maravilhoso Fernando Pessoa, nascido em 1888.
Acho que se fecharmos os olhos em algum ponto da cidade, em alguma esquina durante uma caminhada, em um bar ou tabacaria enquanto degustamos um bom vinho poderemos sentir sua presença e escutar seus lindos poemas.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

"cadeados" do amor

Os cadeados do amor que por tanto tempo firmaram, na "Ponte dos Amantes", juras eternas de corações apaixonados do mundo inteiro e de todas as épocas estão sendo retirados em função dos danos que estão causando a estrutura da ponte.
Para onde irão?
Os corações que por ali passaram conseguirão se adaptar em um novo local?
Perguntas e devaneios de quem não colocou um cadeado mas apenas registrou visualmente tantas histórias, fictícias ou não, que aquela ponte alimenta e alimentou por tantas eras.
Amor não se prende e paixão não se tranca. Fazer o que com a chave que fica nas mãos ou de dele ou dela? Ilusão de que podemos manter tudo sob controle ainda que o gesto seja apenas, ou tão apenas, uma doce ilusão de que os amantes resistirão bravamente as agruras e à passagem do tempo.
Tantas idas e vindas, tantos tempos e contratempos.
Nuances dos que por um instante congelam todas as previsões e expectativas para tão somente se banhar naquela ternura desnudada da entrega.
Entrega acima de tudo da razão. Esta indesejável companhia que quando vem acompanhada do medo nos impede de viver aquilo que a vida tem de mais belo. A imprevisibilidade da paixão ou instantaneidade do amor.
Como dizia o poeta,
"posto que é chama, que seja eterno enquanto dura".


José Vicent Payá Neto