segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nova jornada - 2017

Semana que se inicia com muita luz, cor e vida! Hora de compartilhar novos projetos e novas expectativas. 
Eu e Cris pretendemos fazer uma nova viagem de lua de mel. Sim, mais uma viagem de lua de mel. Esta doce e gostosa sensação de frescor que acompanha nosso sentimento de amor e de afeto.
Começamos a rascunhar um possível roteiro tem mais ou menos 01 mês. Viagem longa, daquelas que se esticam até o último suspiro. Em 30 dias a estimativa inicial é de conhecer cerca de 26 novos lugares e uma velha conhecida de nossos corações. Paris.
Loucura? Não vai dar para ver tudo com calma? Besteira, é melhor ir para poucos lugares e aproveitar mais?Talvez sim. talvez não. Toda viagem começa com um sonho, uma vontade, uma certa dose de loucura de querer abraçar o mundo com nossos pequenos braços mas imensos desejos.
Assim, a partir de hoje vou começar a postar aqui neste humilde espaço, um pouco das imagens e comentários sobre os lugares que pretendemos conhecer. Uma viagem portanto compartilhada com os leitores do Blog. Esperamos comentários e dicas de quem por acaso tenha passado pelos lugares aqui mostrados.
Segue abaixo, um pouco da história desta linda cidade. Já gostei!!!

"Segundo a lenda, Lisboa foi fundada por Ulisses. O nome deriva de "Olissipo", palavra que, por sua vez, tem a sua origem nas palavras fenícias "Allis Ubbo', que significam "porto encantador".
O mais provável é Lisboa ter sido fundada pelos Fenícios e construída ao estilo mourisco, bem patente nas fortes influências árabes. Aliás, a cidade foi controlada pelos Mouros durante 450 anos. No século XII, os Cristãos reconquistaram Lisboa, embora só em meados do século XIII é que esta se tornou a capital do país.
No início da Época dos Descobrimentos, Lisboa enriqueceu ao tornar-se um importante centro para o comércio de jóias e especiarias.
Porém, o grande passo em frente da expansão portuguesa chegou em 1498, quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. Foi esse efetivamente o começo da Época de Ouro da cidade, caracterizada pelo estilo Manuelino na arquitetura, nome que advém do monarca da época, D. Manuel I, e que se caracteriza tipicamente pela utilização de motivos marítimos na sua decoração. Ao longo dos séculos, Lisboa cresceu e foi mudando naturalmente. Mais tarde, quando o centro da cidade foi destruído quase por completo pelo Terramoto de 1755, foi o Marquês de Pombal que se encarregou da sua reconstrução, criando assim a chamada Baixa Pombalina, uma área comercial que ainda hoje mantém a maior parte da sua traça original.
Lisboa é uma capital histórica, um pot-pourri com um carácter e um encanto fora do comum, onde 800 anos de influências culturais diversificadas se misturam com as mais modernas tendências e estilos de vida, criando contrastes verdadeiramente espetaculares.
Com vários motivos de encantamento, Lisboa Convida!" Fonte: http://www.visitlisboa.com/Conteudos/Menu-Principal/Lisboa/Historia.aspx?lang=pt-PT.


É pegar o bonde e embarcar nesta viagem romântica por uma cidade que deu ao mundo o maravilhoso Fernando Pessoa, nascido em 1888.
Acho que se fecharmos os olhos em algum ponto da cidade, em alguma esquina durante uma caminhada, em um bar ou tabacaria enquanto degustamos um bom vinho poderemos sentir sua presença e escutar seus lindos poemas.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.



Nenhum comentário:

Postar um comentário