terça-feira, 9 de junho de 2015

Viva!

Que possamos unir nossas diferentes perspectivas por meio do afeto. Em tempos de mídias sociais que cada vez mais promovem a sensação do livre, leve e solto, que possamos encontrar um ponto comum de equilíbrio e respeito pela opinião e pelo próximo.
Que a tecnologia que aproxima e estreita distâncias possa ser isto, ou, apenas isto. Uma tecnologia e não uma arma de efeito letal e imediato que corrompe histórias, dilacera vidas e expõe o pior do ser humano. Sua incapacidade de lidar com o diferente, o alheio, o incompreensível, crenças, raças e cores.
Somos os dardos ou as flores que jogamos aos pés das pessoas. Podemos ser a sua mais doce lembrança ou a pior experiência de convívio.
Pensar é elemento cada vez mais desnorteador para as pessoas. Reféns de sua dose online de fragmentos multifacetados da realidade , a maioria prefere o caminho mais curto e imediato. Postar. Postar. Postar.
A palavra mais doce ou o sentimento mais afetuoso de proximidade desinteressada se perde em meio as torrentes de imagens, notícias e opiniões que se replicam indefinidamente por meio de seres replicantes.
Sim.
É nisto que estamos tornando. Seres replicantes.


Replicamos preconceito.
Replicamos inverdades.
Replicamos dogmas.
Replicamos intolerâncias.
Pior.
Replicamos a voz do vazio. De algo que nos chegou não se sabe de onde e nem para onde vai.
Perdemos a clareza de nosso maior dom. Pensamento e Reflexão.
Perdemos aquilo que nos faz únicos e nos torna diferentes da massa que segue infeliz o destino que sabe não ser seu.
Quem consegue, sabe. Quem sabe, sorri. Quem sorri, sabe que vive!


José Vicent Payá Neto

Nenhum comentário:

Postar um comentário