sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Fraternidade

Por onde anda o espírito natalino?
Por onde a paz que não temos desejado?
Por onde o amor, este sentimento tão encolhido em nossos corações?
Por onde a Fraternidade que não nos comove mais?
Por onde você que não tem pensado nestas coisas?
Por onde andamos nós?
Em que ponto da estrada nos perdemos dos significados mais profundos da espiritualidade que sempre guiou a Humanidade na sua busca por aperfeiçoamento?
Não pensamos mais nestas perguntas.
Não nos dedicamos um tempo amoroso ainda que todos os anos, nesta época do ano, nossos corações sejam induzidos a se abrir um pouco mais.
Esta pequena abertura nos é insuflada pelos mistérios da Grande Vida, dos Grandes Mestres e da Grande Fraternidade Branca que emana para Humanidade seus raios de luz e energia.
Em tempos antigos este momento ou instante é chamado do solstício de verão. Após um longo período de frio, escuridão e fechamento (solstício de inverno - 21/06 hemisfério sul)comemora-se o impulso da vida em busca de luz, do calor e do renascimento da vida (solstício de verão 21/12 - hemisfério sul).
Portanto, nesta época de natal, encontramo-nos impelidos para uma maior abertura interna e de boa vontade com o próximo.
Inconscientemente nos sentimos mais propensos a buscar o melhor entendimento, a perdoar, a silenciar e refletir melhor sobre a reconstrução de caminhos e de pontes.
Onde anda este sentimento?
Mais do que o presente, ou, o melhor presente que podemos dar,  a nós mesmos é a possibilidade de desarmarmos os nossos corações e nos deixarmos navegar nesta onda espiritual que nos inflama nesta época.
Desacelerar nossa ânsia por coisas e pensarmos um pouco mais nas pessoas.
Que tal jogar seu GPS fora e deixar-se levar por todas as direções e indicações, todas as ruas, estradas, bairros, cidades, países e mares?
Deixar-se ir por aí levando o bem.
Precisamos soltar nossas amarras.
Desligar nossos celulares.
Deixar morrer esta bateria digital que nos exclui do mundo e da vida.
Estamos vivendo uma profunda solidão.
Estamos isolando as pessoas mantendo-as a uma margem segura de nosso abraço. Não conseguimos pensar mais na possibilidade de nos perdermos nos braços de um outro alguém. 
Faça uma reflexão.
Pense na possibilidade de começar a viver e renascer com o sol.
O sol de uma nova vida!
Feliz Natal!

José Vicent Payá Neto

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