quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Equilíbrio

Onde encontrá-lo?
Como mantê-lo?
Como compreender seu tempo, sua infantilidade, mocidade e maturidade?
Tempos extremos e tempos estranhos. Na instantaneidade da vida moderna, como manter cada um dois dois pontos da balança em equilíbrio?
Talvez sua busca seja uma apenas uma ilusão. Equilíbrio perfeito é estado da mente sã. Ela controla as emoções e atitudes. Tudo começa ali.
Razão e emoção são cálices servidos à mesa da nosso dia a dia. De forma comedida ou desmedida, em suas mãos somos convidados na festa da existência.
Diz o ditado; "nem tanto ao mar e nem tanto a terra". Verdade.
No fim, o elixir da bem aventurança é saber que emocionar-se e racionalizar podem servir ao mesmo propósito. Viver bem!
Será?
Como racionalizar a dor de uma decepção? Criando menos expectativas.
Como criar menos expectativas? Vivendo a realidade do que encontramos pela frente.
Hummmm, as vezes dói esta tal de realidade. Ilusões, expectativas, anseios, medos, ansiedades, convívio, amor, trabalho, amizade ou o fim de tudo. Perda!
Laços desfeitos, sonhos adiados, lutos presentes e ausentes. Vida.Morte.
Lá vem a multidão dizer; "Acorda para a realidade!!!". Praticamente uma ordem para abandonarmos nossos sonhos e mergulharmos na inconstância do concreto nem sempre seguro e firme. 
De que realidade estamos falando? Qual maturidade nos estão cobrando? Que papel não escrevemos? Que aviso não demos?
No final, é nossa culpa. Esta medusa que nos aprisiona por todos os lados de seu olhar.
Ao perceber viramos pedra e afundamos na culpa que nem sempre é nossa.
Enfim,
emoção e razão podem e devem se entender. Ceder, relevar, compreender, fazer caber o equilíbrio de uma escolha, seja ela qual for. 
Vivemos dos nossos erros e acertos. Das nossas sementes plantadas e não plantadas. Mais destas talvez.
Mergulhamos em "tratamentos", tomamos nossa dose diária de fuga devidamente receitadas e medicalizadas. Seja através dos remédios ou da bebida ou do consumo ou de tudo ao mesmo tempo.
Colorimos a névoa momentânea na busca do lumicolor permanente. Quanto mais viva a cor mas certeza de que estamos "bem.Vivemos a ditadura das fórmulas e das receitas diárias em busca da felicidade.
Tentamos fazer caber tudo em um manual de auto acuda. Sim, você não leu errado. Esta verborragia diária das frases de efeito não douram a pílula, são na verdade, um Deus nos acuda!!!
Esqueça!
Viva mais!
Erre mais!
Desequilibre-se as vezes!
Bambeie!
Chore!
Sorria!
Gargalhe!
Cale!
Fale!
Grite!
Crie!
Teu Caminho tem a sua cara e o seu jeito. A pressão pelo equilíbrio constante nos enlouquece.
Porém, 
enlouqueça as vezes!

José Vicent Payá Neto


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