segunda-feira, 30 de maio de 2016

Entre dois mundos

Estou lendo no momento, entre outros títulos, este livro espiritualista. Excelente e apaixonante leitura. Segue abaixo a resenha escrita pela Editora Pensamento.

"A leitura deste livro é empolgante e muito instrutiva. Trata-se do relato autobiográfico de Arthur Guirdham, médico psiquiatra cujo conhecimento de si e das pessoas que o rodeavam passou por uma grande renovação tão logo pôde descobrir que as doenças que o afligiam e que vinham sendo tratadas pela psiquiatria, com o desenvolvimento da análise, mesclavam-se com fatos de uma outra existência, na qual Guirdham tinha sido um cátaro. Como todos os seus irmãos de seita, nessa vida, ele sofrera as perseguições da Inquisição européia no século XIII.
Os cátaros formavam várias seitas condenadas pela Igreja e que tinham por princípio doutrinal o dualismo, ou seja, a crença em dois princípios universais, sendo um deles responsável pelo mundo e spiritual, e outro pelo mundo material. Com o passar do tempo, os cátaros foram violentamente perseguidos pelo poder eclesiástico e pelo poder civil, tanto no Oriente quanto no Ocidente.
Muitos desses fatos são relatados no volume que o leitor tem ora em mãos. O conhecimento deles enriquecerá a visão de mundo de quem esteja interessado nas vidas e nos acontecimentos passados. Como disse o autor: " Tive uma revelação. Não posso, portanto, deixar de contar esta história a outras pessoas. Se a não contasse, não poderia viver em paz comigo mesmo".

Livro: Entre dois Mundos - Relato autobiográfico da experiência ´psíquica de um médico
Autor: Arthur Guirdham
Editora Pensamento
198 páginas

Comprei este livro em 1998 quando era membro da Sociedade Teosófica na Loja Pitágoras. Estou lendo este livro exatos 18 anos depois. Maioridade espiritual talvez. Neste período me separei, mudei de emprego duas vezes e alternei de apartamento outras tantas vezes. O livro sempre seguiu comigo assim como tantos outros destas mesma época que ainda se encontram intocados. Em um momento da narrativa o autor comenta sobre esta situação. De termos estado em contato com uma experiência de cunho espiritual mas que naquele instante não nos damos conta. Pode ser o encontro com uma pessoa, estar em um lugar ou um livro que vem parar em nossas mãos. Sempre, em nossas vidas, encontramos pessoas que estão ali apenas para nos dar um rumo e uma orientação que vai mudar a nossa vida ou nos encaminhar em uma direção que seja mais adequada ao nosso espírito. Segue trecho em que o autor comenta este fato.

"Aprendia mais com meus pacientes do que eles comigo. Não estou permitindo aquela autodepreciação tão característica das novas gerações. Creio que isto era inevitável. Quando se tem um certo temperamento, e quando se atinge  um ceto nível, todas as pessoas que você conhece bem passam a ter um significado especial. um encontro pode ocorrer só uma vez e ser impessoal. pode mesmo acontecer que você não tenha consciência  daqueles que o iluminaram. Essa inconsciência pode durar até que seu desenvolvimento posterior lhe permita reconhecer mais claramente em que você foi ajudado. Mesmo então, haverá muitos dos quais você jamais terá conhecimento que anonimamente lhe deixaram um fermento. Esta fermentação e fruição poderá ser atribuída a outros e você nunca saberá daqueles que lançaram os primeiros esporos em seu inconsciente. De qualquer modo, estou convencido de que tudo que aprendi veio dos outros, ou através deles."

"O catarismo (do grego καϑαρός katharós, "puro") foi um movimento cristão de ascetismo extremo na Europa Ocidental entre os anos de 1100 e 1200, estreitamente ligado aos bogomilos da Trácia. O movimento foi tão forte no sul da Europa e na Europa Ocidental que a igreja Católica Romana passou a considerá-lo uma séria ameaça à religião ortodoxa. As principais manifestações do catarismo centralizavam-se na cidade de Albi, motivo pelo qual seus adeptos também receberam o nome de "albigenses".
O catarismo teve suas raízes no movimento pauliciano na Armênia e no Bogomilismo na Bulgária que teve influências dos seguidores de Paulo. Embora o termo "cátaros" tenha sido usado durante séculos para identificar o movimento, ainda é discutível se o movimento se identificava mesmo com este nome.[4] Em textos cátaros, os termos "homens bons" (Bons Hommes) ou "bons cristãos" são os termos comuns de auto-identificação.[5] A ideia de dois deuses ou princípios, sendo um bom outro mau, foi fundamental para as crenças dos cátaros. O Deus bom era o Deus do Novo Testamento e criador do reino espiritual, em oposição ao Deus mau que muitos cátaros identificavam como Satanás, o criador do mundo físico do Antigo Testamento. Toda a matéria visível foi criado por Satanás, e portanto foi contaminada com o pecado, isto incluía o corpo humano. Esse conceito é oposto à Igreja Católica monoteísta, cujo princípio fundamental é que há somente um Deus que criou todas as coisas visíveis e invisíveis. Os cátaros também pensavam que as almas humanas eram almas sem sexo deanjos aprisionadas dentro da criação física de Satanás amaldiçoado a ser reencarnado até os fiéis cátaros alcançarem a salvação por meio de um ritual chamado Consolamentum.[6] Desde o início de seu reinado, o papaInocêncio III tentou usar de diplomacia para acabar com o catarismo, mas no ano de 1208, seu delegado Pierre de Castelnau foi assassinado quando voltava para Roma depois de pregar a fé católica no sul da França.[7]Com a opção de enviar missionários católicos e juristas extinta, o papa Inocêncio III declarou Pierre de Castelnau um mártir e lançou a Cruzada dos Albigenses."
Fonte: Wikipédia.

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