terça-feira, 21 de junho de 2016

Pelas Portas de Ouro - Mabel Collins - A Lição!

"O discípulo vai ao Mestre sem condições. Vai, porém, para não voltar. Para ele são dispensadas as ilusões da matéria e daí é um estrangeiro no mundo das ações, mesmo quando nele deva viver de novo.
Flamígero é o crisol da prova e grande é o perigo quando o neófito alcançou os "estados de exaltação", A cada um dos passos que dá, aguardam-no à espreita os inimigos do espírito, para destruir a soberania e rechaça-lo outra vez ao plano da matéria. Estes inimigos vivem na matéria e estão persuadidos de que sua existência permanece confinada nela; daí sua decisão em manter a matéria apartada do conhecimento do espírito. Sua segurança depende das trevas e do pecado, pois são filhos destas condições e cessarão de existir quando a lâmpada que arde no interior lance sua luz sobre o mundo.
As tentações obstruem o caminho daqueles que pedem muito, sem merecer nem sequer um pouco. Logo que o estudante se põe em contato com o oculto, encontra-se no umbral com os demônios que nele vagam; os demônios da concupiscência, da inconstância, da desconfiança e da covardia.

Deve o estudante encontrar em suas próprias intuições todas as provas necessárias para demonstrar a existência dos Mestres de Sabedoria nesta terra. Atrás do biombo dos sentidos repousa a alma do homem, fator insondável do universo , tão desconhecido para seu possuidor como para os que o observam. É a intuição seu único meio de comunicação e a linguagem da mesma é compreendida unicamente por aquele que possui os conhecimentos arcanos ou ocultismo.
Logo que o Mestre iniciou o seu discípulo, põe o selo do mistico sobre seus lábios e ainda os cerra para evitar o perigo da debilidade ou da indiscrição.

É o sentimento do isolamento pessoal o que causa a morte; a genuína filantropia põe o indivíduo em relação com o Espírito Divino e lhe concede assim a vida eterna. Sendo o Espírito Divino onipenetrante, todos aqueles que por si mesmo relacionados com outras entidades que gozam das mesmas relações.
Daí é que os Mahatmas permanecem em relação magnética e constante com todos aqueles que lograram libertar-se da natureza animal inferior. por este meio é com os Mahatmas têm que ser conhecidos ante tudo.
Até que o Mestre diga que vás a Ele, permanece com a humanidade e trabalha do modo mais altruístico em prol do seu progresso e adiantamento. Isto só pode ser causa da satisfação verdadeira".



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