sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pelas Portas de Ouro - Mabel Collins - A Lição

"Que é um Mahatma? É seu corpo físico? Não: pois tem que parecer mais ou menos depressa, se bem que pode ser conservado durante um período que para nós resulta larguíssimo. Um Mahatma é aquele que vive em sua individualidade mais elevada. E para O conhecer verdadeiramente deve-o ser por meio da individualidade na qual Ele permanece.
O saber aumente em proporção ao uso que fazemos dele mesmo; quanto mais ensinamos, tanto mais aprendemos. Portanto, busca a Verdade com a fé de uma criança e com a Vontade de um Iniciado e dá parte que possui àquele que não possui a necessária para o seu consolo durante a jornada. Um mero sussurro do mistério divino que chegue aos ouvidos de um caminhante exausto, borra em ti as manchas de muitas más ações cometidas durante tuas emigrações através da matéria.
Jamais a filosofia pode ser aprendida por meio de fenômenos. Trata de aniquilar o desejo pelos mesmos. A todos os estudantes de Ocultismo que existem no mundo lhes têm advertido seus Mestres que é um hábito que, satisfazendo-o, se desenvolve. Vale mais abandonar o estudo do que cair nos perigos da magia negra.

Que é o sentimento do Eu mesmo? Um hóspede passageiro, somente e tudo quanto com ele se relaciona à maneira do espelhismo do grande deserto. O homem é vítima daquilo que o rodeia enquanto vive na atmosfera da sociedade. Pode o Mahatma desejar favorecer-nos todo o possível e, entretanto, ser impotente para isso. A vontade do neófito  tem que ser também o imã que unicamente deve chamar a atenção do Mahatma. Segue suas atrações à maneira da agulha com seus arcano à presença de um Adepto; a mera consideração entusiástica não produz nenhum efeito.
As almas débeis se contentam com meros desejos; as grandes possuem vontades.
Em cada homem permanecem ocultos os germes de faculdades que jamais se desenvolverão na terra e que não têm referência alguma com este plano de conhecimento.

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