terça-feira, 7 de junho de 2016

Tempo

Tudo que precisamos em alguns momentos da nossa vida diante do corre corre torrencial de prazos, trabalho, casa, filhos, estudos e afins é uma boa parada.
Parar mesmo.Literalmente! 
Esquecer quaisquer consequências do nosso gesto e simplesmente parar.
Nem toda velocidade que nos impomos é necessária. Na maioria das vezes é apenas a repetição do que nos ensinaram, uma forma de fugirmos de nós mesmos ou apenas uma encenação de importância duvidosa já que nos trará sérias e desagradáveis consequências. A pior delas é não perceber que o tempo passou e qual o tempo que ocupamos dentro do tempo passado e corrido.
Vamos modelando uma forma de ser e de estar.
Sempre em trânsito entre estações, esquinas, ruas e becos.
Por vezes, sem saída.

Não vai adiantar termos nossa mala 007, nossos papéis, computadores e smartphone. Neste momento, seremos só nós mesmos com nossas escolhas. Corridas, esbaforidas e apressadas. Afinal, tempo é dinheiro. Rapidez é eficiência. Ousadia é maturidade. Trabalho é ...
Muro na cara quando perdemos uma pessoa próxima, quando adoecemos, quando uma paixão acaba, quando perdemos nosso emprego, quando vemos que nossos filhos cresceram, quando as horas diminuem sua pressa e nos mostram que algo passou. Ficou. Não foi conosco,

E aí?
Como é que vai ser agora?
Na hora que já é aurora e o tempo passou.
Vai querer quebrar o relógio e sue tique taque incessante?
Parra faz bem.
Parando, serenamos.
Serenando, acalmamos.
Acalmando, escutamos.
Escutando, vemos.
Vendo, notamos.
Notando, percebemos.


Que portas se abrem!
Quebre seus muros e salte do tempo que passa querendo te pegar.
Tempo é também tempo de ficar e de estar.
Na sua sempre preciosa companhia!
Namastê!

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