segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Reflexões sobre a psicanálise

No feriado do dia 12/10 fui assistir ao bom filme "Hestórias de Psicanálise - Leitores de Freud com minhas duas psicólogas preferidas . Meu amor Cristina e minha enteada Bruna.
Segue o link: http://www.itaucinemas.com.br/filme/hestorias-da-psicanalise

Na cena final do filme comecei a esboçar um poema, uma poesia ou apenas uma reflexão.
Esta semana, a noite sozinho resolvi tirá-lo de minha cabeça e meu coração e colocá-lo nas páginas de meu diário pessoal. Um pequeno caderno de anotações que tenho comigo.
Segue o que escrevi:
Na cena final, a câmera vai seguindo por uma série de ruas filmando o chão que muda os desenhos de sua calçada na medida em que mudam as calçadas e os lugares.
São ruas, esquinas e cruzamentos se sucedendo. Em dado momento não sabia mais se estava seguindo pelas ruas ou sentado na cadeira do cinema.
Comecei a colocar as palavras no caderno e elas, tal qual, as ruas, foram se sucedendo e se acumulando formando frases e pensamentos.
Ruas, esquinas, caminhos e cruzamentos sem fim.
Esquinas, dobramentos e desdobramentos seguimos assim.
Nossas vidas seguem um fluxo contínuo entre cruzamentos, sinais, fechados e abertos.
Navegamos dentro de novas almas.
As vezes avançando. As vezes parando. As vezes em uma encruzilhada sem saber para onde ir.
Estacionamos.
Procuramos uma vaga para guardar nossas recordações.
Quando iremos voltar para pegá-las novamente?
Só quando reaprendermos o caminho. Ou nos perdermos de vez em outras descobertas e descaminhos.
Eu sei ,parece trânsito, ruas e esquinas.
Quadra, quarteirões e bairros.
Lugares e memórias. Bueiros.
Lugares perdidos no inconsciente.
Lembranças de por onde andamos, crescemos, vivemos e nos abandonamos.
Fomos?
Não sei. Talvez venhamos a ver. O que? Não sei. talvez, novas ruas, esquinas, dobramentos e cruzamentos. Alma não pára, vida que segue.
Andamos assim.
Quem sabe se nesta caminhada venhamos esbarrar com nós mesmos e ao pedirmos desculpas, possamos, quem sabe,
gostar mais de nós mesmos do jeito que somos e com tudo que temos.
Seja aqui ou no inconsciente. mas isto já é papo para outra caminhada.
Entre ruas, esquinas...
José Vicent Payá Neto

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