sábado, 18 de março de 2017

Amor! Ser mutante!

Quando minha filha estava no colégio ela leu um livro chamado "Amor sem beijo". Acho que era este o título do livro. Falava das primeiras experiências amorosas que temos quando somos adolescentes.
Aquele amor platônico que faz o dia se alongar na espera e no prazer de se estar na companhia da pessoa querida.
Tudo parece parar. O tempo, a vida, o dia a dia...
Os dias são masi longos e as noites mais estreladas. Tudo é motivo para sorrir.

Crescemos, noivamos, casamos, separamos, juntamos ou tudo junto e misturado.
O tempo passa e a sensação de que tudo corre mais lentamente parece chegar para quem entra nos enta. Cinquenta, sessenta, setenta...
Não se trata de alonga a vida e manter a disposição em dia com todas as formas que a tecnologia nos dá.
É que nós mudamos naturalmente. Descobrimos os pequenos prazeres. O silêncio da paixão. O olhar amoroso. A cumplicidade do toque.
Eu te amando no olhar e você me suspira um sopro de paixão.
Amor muda. Se transforma. Se...
O tempo nos prega esta peça.
Traz para o palco novos atores de nós mesmos.
Eles estão ali, silenciosos ensaiando o texto a espera do tempo do tempo em que eles serão os protagonistas.
A nova estréia não tem data marcada. Ela chega.
Olho minhas mãos e vejo as marcas das carícias que fiz.
Olho meus olhos e vejo as cores dos amores que vi.
Olhos meus braços e sinto a força dos abraços que dei.
Olhos minhas rugas e vejo tudo aquilo que vivi.
Está tudo ali.
O corpo é o companheiro. O coadjuvante do tempo perdido.
A alma, a eterna lembrança do amor que não se apaga.
Se foi intenso, descobre a serenidade.
Se foi bravo, encontra a paz.
Se foi louco, encontra ...
Bem, talvez não encontre. razão.
Melhor continuar assim, loucamente apaixonado pela vontade de descobri.
Novos atos e cenas
De uma história que não se acaba.
Se transforma.
Novamente, em amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário