sábado, 18 de março de 2017

Pintando a vida!

Estou começando a pintar a minha vida. Estou escolhendo as cores, a o quadro e a paisagem.
Estou pintando meus caminhos com novas cores recombinadas no meu coração.
É lá que esvazio os baldes da vida e tento encontrar uma melhor composição.
Sinto que estou alçando voo com as asas e pincéis da minha imaginação nem sempre galeria de arte.
Na verdade, ela estava fechada para balanço. Os quadros cobertos e espalhados pelo salão dão a certeza de que em alguns momentos minha vida parou. As cores secaram e a tinta endureceu a ponta dos pincéis. Telas rasgadas pela inabilidade da mente esquiva e do coração salteador.
Quero pinta e borrar este menino, este homem, este poeta.
Quero de volta minha rimas e versos. Coloridas prosas do meio dia.
Quero bater asas!
Quero viver!
Penso até em me esquecer.
Da necessidade diária do esquecimento diurno, noturno e diário. 
Quero não lembrar do que não falei.
Quero viver o que não programei.
Quero que tenha valido a pensa
já que minha alma não é pequena,
espremer um pouco mais deste delicioso suco da vida,
esquecer a limonada amarga,
só colher morangos e margaridas.
Quero, sobretudo, que valha a pena!
Sem pena nem dó!
Viver é nem sempre fica no do ré mi,
tem que teclar o sol, lá si.
Só assim terei a certeza incerta e imprecisa de que tudo valeu a pena mais uma vez antes que eu volte para casa.
Antes que o trem saia da estação.
Antes que a alma descole do chão.

José Vicent Payá Neto

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