segunda-feira, 26 de junho de 2017

Calma na alma.

A leitura liberta!
Um livro tem a possibilidade de nos levar para tantos outros lugares que não aquele em que nos encontramos.
Possibilita esta viagem criativa para dentro de outros mundos que não o nosso.
Um livro na mão é um portal aberto. Você é guiado por outros personagens para viagens que nem sonhou fazer.
Algumas, para dentro de si mesmo.
O texto da imagem foi exatamente o que pensei ao longo da semana que passou.
As vezes a rotina do dia a dia é tão massacrante que não aguentamos a entediante sequencia de ações que se repetem sem comando, apenas se sucedem em nossa vida. Andamos pelo mesmo trajeto para ir ao trabalho, voltamos pelo mesmo trajeto, arrumamos a mesa da mesma forma, comemos, tomamos banho, ligamos a televisão, desligamos a televisão, conversamos conversas diárias, dormimos e acordamos. Tudo novamente, mais uma vez.
Damos corda e seguimos em frente.
até o dia que o mundo cai na nossa cabeça. Uma doença, uma separação, uma morte, perda de emprego...
O que houve?
Estava tudo em ordem?
Como foi acontecer?
O inesperado bate na nossa porta e pede licença para entrar.
Não, não é o inesperado.
É a vida que corre sem a nossa autorização.
O tempo que passa sem a nossa atenção.
As pessoas que nascem, crescem, vivem e morrem sem a nossa ligação.
Conectados a rotina esquecemos o que acontece de verdade.
Porque comecei a falar disto tudo se na verdade comecei a falar sobre os livros.
Porque os livros trazem as especiarias que são capazes de nos abrir uma nova janela.
A janela do conhecimento.
Misturado no caldeirão das nossas emoções, a cada livro lido, vamos redescobrindo nosso tempero.
Reencontramos o riso, o choro, a dúvida, a interrogação, a explicação, o misticismo, o espiritualismo, a Vida.
Enfim, nos emocionamos.
O aprendizado nos emociona porque nos mostra que é possível.
Acalmar a alma que clama pelo voo, pelo bater de asas, pela imaginação perdida.
O livro faz isto.
Nos dá a asas para voar. As vezes voos cegos. As vezes voos só no equipamento em meio a tempestades.
Todas as estações e temperaturas.
Até mesmo voamos em céu de brigadeiro, azul e limpo. Onde vemos as nuvens e sentimos a brisa boa da calma. Da calma em nossa alma que segue serena sabedora de sua rota.
Sim, podemos encontrar esta calma.
Sim, podemos encontrar esta paz dentro de nós.
Ela vai durar o tempo que permitirmos.
O farfalhar das páginas viradas liberam o doce aroma dos livros novos.Puros e intactos.
Até aquele momento aquela história estava ali adormecida esperando o despertar.
Penso nisso sempre que entro em uma livraria. Principalmente naquelas em que tem um sininho na entrada que toca toda hora em que um cliente entra.
Quem será o escolhido?
Todos os personagens se aquietam e parecem sair dos livros e ficar em cima das capas dos livros acenando para que sejam os agraciados com a nossa atenção.
Seguimos, passamos os dedos e escolhemos um. Folheamos e deixamos novamente na pilha de livros.
Aquela será uma viagem que não faremos. Não naquele momento. Talvez nunca.
E se na nossa vida fosse assim?
Um dia abrimos a nossa livraria-coração e anunciamos a nossa presença. Certamente todas as nossas emoções e pensamos vão despertar.
Talvez, liberem o aroma das lembranças guardadas, das alegrias vividas e das dores esquecidas.
Vamos correr os dedos levemente...
A viagem?
Cabe a você responder?

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