segunda-feira, 19 de junho de 2017

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Bom dia!
Boa semana!
Ontem, na missa, a homília teve como tema o "chamado" que todos nós recebemos. O chamado feito por Jesus, tal qual havia feito aos seus discípulos, para colaborarmos com o mundo levando a palavra da esperança e de Vida.
Como já disse antes, não me prendo ao credo de cada religião e, sim, as Verdades que cada uma revela. 
Neste caso, a questão que se coloca diante de cada um de nós é: "O que cada um está fazendo para colaborar com o mundo?".
Esta indagação está presente em todas as religiões e filosofias que procuram lembrar ao Homem sobre qual é sua contribuição para o drama da Humanidade. Como cada um se coloca diante do teatro da Vida. Como protagonista? Como coadjuvante? Como espectador? Qual o seu lugar na Ágora?
As várias encenações estão se desenrolando ante os nossos olhos e nossa passividade está sendo observada. 
A chamada é sobre o nosso papel e nossa contribuição. Como diz a frase; "Uma borboleta bate asas em um ponto do mundo e em outro um furacão se forma. A sincronicidade dos tempos e movimentos nos transforma em partes indissociáveis do todo. A evolução da vida, da forma e da consciência segundo a teosofista Annie Besant que foi presidente da Sociedade Teosófica nos apresenta como em diferentes estágios e sob diferentes condições a "Centelha de Vida" que somos, busca o desenvolvimento. Sofre todas as intempéries do tempo, toda as pressões e lá. bem lá no fundo de sua consciência que es expande, vai seguindo em frente.
Ontem o padre comentou sobre algo que certamente, para nós, é uma desculpa para ficarmos parados. A espera de bons ventos e tempo bom para soltar a amarra do nosso barco e partir para o drama de viver o cotidiano em toda a sua plenitude.
Lembrando as passagens do evangelho ele diz que quando Jesus chamou seus discípulos ele não prestou atenção nas imperfeições de cada um. Ele sabia que cada um tinha uma personalidade e uma característica própria. Tinham fraquezas de temperamento.
Ainda assim, chamou e disse; "vamos em frente!".
Assim é a Vida.
Não vamos estar prontos nunca. Não na totalidade que esperamos.
Não tem uma boa hora.
O melhor momento.
A hora certa. Aquela combinação perfeita entre melhor momento, palavra correta e temperamento adequado. Aprendemos a funcionar por partes em pequenos pedaços e um de cada vez. SE nos jogamos somos classificados como impulsivos, loucos e irresponsáveis.
Se vamos fatiando as situações, indo passo a passo somos nominados de cartesianos e metódicos. Entra uma tabela e outra, não experimentamos. Deixamos de aprender com erros e tentativas. A Vida vai se apequenando e moldando até ficar do tamanho de nossas expectativas. Sempre pequenas. Sempre o suficiente para viver como costumamos dizer.
Ficam da forma e do jeito em que podemos colocar no fundo de nossas gavetas e armários.
Criamos várias delas. 
Uma enormidade. Em cada uma vamos ajeitando nossas coisas. 
O problema é que chega um momento em que falta espaço dentro e fora. As gavetas não fecham e deixam transbordar nossas "peças" de roupagem. Então, chaga a ansiedade, depressão, insônia...
Não precisa ser assim.
É fácil ser diferente?
Não.
É isto!
Não tem fórmula pronta e nem felicidade permanente. Existe mutação! Existe circunstâncias e alternâncias em nossas vidas. É conosco, com todas as nossas histórias que podemos e devemos contar.
É esta a essência da homilia de ontem a noite. Venha com o que você tem e ajude o mundo a ser um lugar melhor para todos. Não julgue e não se sinta julgado. Já certamos e já erramos. Seguir em frente é essencial e nesta jornada podemos, juntos ajudarmos muitas pessoas a seguirem em frente também.
Venha!

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