segunda-feira, 3 de julho de 2017

Gaivota

Joguei uma gaivota pela janela.
Fiquei olhando ela ir embora.
Chovia, era domingo.
O céu estava encurralado entre dois prédios. Escuro.
Lá foi minha gaivota.
Chovia e fazia frio.
Até onde foi?
Não sei.
Perdi de vista.
O domingo acabou.
A janela ainda está aberta.
O menino?
Talvez ainda esteja lá.
Naquele domingo, naquela janela esperando ver até onde a gaivota voou.

José Vicent Payá Neto


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