sexta-feira, 24 de abril de 2015

Próxima parada!

Viagem. Palavra tão curta que nos move em tantas direções. Para qual ponto cardeal apontar nosso barco? Em que sentido içar nossas velas? Que roteiros escolher? Ciganos e ao acaso do movimento das ondas ou determinados e definidos?
Viajar é sempre uma aventura. Uma excitação que começa com o desejo de ir a algum lugar. Sair do porto presente, desatracar as amarras e seguir. Ontem estava sentado perto da janela de casa quando um vento veio de leve me lembrar que talvez fosse chegada a hora de novamente partir.
Aquele vento que nos enche de euforia e animação. Portando caderno, caneta, computador, livros e revistas saí junto com meu amor a rabiscar os primeiros esboços de um possível destino ou destinos.
Tantos interesses, tantas cidades, tantas curiosidades que foi difícil espremer o desejo para que ele ficasse do tamanho de dias disponíveis. Arruma daqui, aperta dali, elimina acolá e, finito, chegamos a 26 cidades. Algumas conhecidas do meu amor e outras, de nós dois.
Lembranças silenciosas de um caminhar pelas ruas, dos risos em uma mesa, da luminosidade da vela em um jantar ou da noite e do luar a nos abençoar em um passeio nas pontes sobre os rios Sena e Tibre.
Vai dar? Tem grana para tudo? Não sei. Ontem, não queria saber. Queria apenas colocar o sonho no papel, deslizar o lápis pelo papel entre um gole e outro de prazer. A viagem, afinal, não acontece quando embarcamos no avião e nem quando despachamos as malas.

Começa bem antes. Começa na cabeça, o coração e na emoção de um coração, ou melhor, dois corações apaixonados que tem um enorme encanto em estar juntos para toda e qualquer tipo de aventura.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sociedade Teosófica - História

A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, E.U.A., em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo de pessoas, dentre as quais se destacavam uma russa e um norte americano: a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente.
Em 1878 o cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennai (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, onde permanece até hoje.
    Organização e atividades
        
    Com mais de um século de existência, a S.T. espalhou-se por cerca de sessenta países em todos os continentes. Internacionalmente, a S.T. está organizada basicamente em Seções Nacionais, e estas, por sua vez, compõem-se de Lojas e Grupos de Estudos.
    A maioria das Lojas e Grupos de Estudos da S.T. realiza reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos deste tipo, bem como atividades de confraternização entre os seus membros e simpatizantes, sempre em conformidade com seus três objetivos. Além disto, em geral, contam com bibliotecas para facilitar estudos e pesquisas.
    Não há religião superior à Verdade
        
    Este é o lema da Sociedade Teosófica (S.T.), o qual foi traduzido do sânscrito –Satyan nasti para Dharmah. A palavra Dharma foi traduzida como religião, mas também significa, entre outras coisas, doutrina, lei, dever, direito, justiça, virtude. Portanto, em sentido amplo, o lema da S.T. afirma que não há dever ou doutrina superior à Verdade.
    A Fraternidade Humana: primeiro objetivo
        
    Desde os primeiros dias de sua fundação, ainda no século passado, a S.T. estruturou-se sobre o amplo princípio humanitário da Fraternidade Universal; "uma instituição que se fizesse conhecida em todo o mundo e cativasse a atenção das mentes mais elevadas".
    Encontra-se nos escritos daqueles primeiros tempos a afirmação de que é a Humanidade que é a grande órfã, a única deserdada sobre esta Terra – e é dever de todo homem capaz de um impulso altruísta fazer algo, por menor que seja, pelo seu bem-estar. Por esta razão, o seu primeiro objetivo está formulado da seguinte maneira:
    Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.
    A busca da Verdade: segundo e terceiro objetivos
        
    Os demais objetivos da S.T. apontam na direção de uma livre e corajosa investigação da Verdade e estão formulados como segue:
    Encorajar o estudo de Religião Comparada, Filosofia e Ciência;
    Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.
    Liberdade de pensamento
        
    Uma vez que a investigação da Verdade somente pode ser de fato empreendida numa atmosfera de liberdade, a S.T. assegura aos seus membros o direito à plena liberdade de pensamento e expressão, dentro dos limites da cortesia e de consideração para com os demais.
    Como a Sociedade Teosófica espalhou-se amplamente pelo mundo civilizado, e como membros de todas as religiões tornaram-se filiados dela sem renunciar aos dogmas, ensinamentos e crenças especiais de suas respectivas fés, é considerado desejável enfatizar o fato de que não há nenhuma doutrina, nenhuma opinião, ensinada ou sustentada por quem quer que seja, que esteja de algum modo constrangendo qualquer de seus membros, nenhuma que qualquer deles não seja livre para aceitar ou rejeitar. A aprovação dos seus três objetivos é a única condição para a filiação.
    Independência da Sociedade Teosófica
        
    Uma vez que a Fraternidade Universal e a Sabedoria são indefiníveis e ilimitadas e, desde que há completa liberdade de pensamento e ação para cada membro da Sociedade, esta busca sempre manter seu próprio distintivo e único caráter, permanecendo livre de filiação ou identificação com qualquer outra organização.

Viver, esta simples preciosidade.

" Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critério, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. 

  Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Fomos e voltamos à luz, mas temos dificuldades em cruzar a rua e falar com nosso vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. 

   Fizemos muitas coisas maiores  mas pouquíssimas melhores. Pretendemos limpar o ar,  mas pouimos a alma, dominamos o átomo, mas não o preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar, mas não a esperar. 

    Construimos mais computadores para armazenar mais informações, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do homem grande de caráter pequeno, dos lucros acentuados e das relações vazias. 

   Essa é a época de coisas chiques e lares despedaçados. Época das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas. Uma época que leva esta mensagem a você, e que lhe permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar delete. 

   Lembre-se de passar o tempo com as pessoas que você ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhoso num amigo. Mas, em primeiro lugar, ame... ame muito. Você já deve ter ouvido falar que o segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem" ( Autor desconhecido )  

Salmo 91

Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso
pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha
fortaleza, o meu Deus, em quem confio.
Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal.
Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você
encontrará refúgio, a fidelidade dele será o seu escudo
protetor.
Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia,
nem a peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio-dia.
Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá.
Você simplesmente olhará, e verá o castigo dos ímpios.
Se você fizer do Altíssimo o seu refúgio,
nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda.
porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.
Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente.
Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele, vou livrá-lo e cobri-lo de honra.
Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação.

Visualização

Visualização, visualizar, viralizar e tantas outras expressões deste nosso não mais novo e nem tão admirável mundo. O mundo das instantaneidades e da efemeridade das relações e padrões de comportamento. Não existem padrões que se sustentem ou se mantenham firmes. Não mais depois das novas tecnologias e dos padrões de interação que o mundo viu surgir.
Pensar que na minha época lá nos idos de 70, o enfrentamento era contras convenções de um mundo formal, formatado e fechado, enclausurados em suas próprias ditaduras. Sejam de governos ou de emoções.
Seria o padrão, hoje em dia, a verdadeira busca do Graal?
A necessidade, hoje, seria a de um instante de sossego antes da próxima onda de cliques e sons que nos avisam que os próximos e distantes cliques chegaram?
Seria o silêncio o Graal dos tempos modernos?
Se silenciar como vou me comunicar diriam os nem tão novos padrões de relacionamento e interação, não mais entre home e máquina, e sim entre ... Na verdade nem mais sei porque interação é palavra que se perde a cada dia. Vira lembrança, passado, poeira.
Porque desta conversa toda?
Porque ontem ao comentar com uma pessoa sobre o Blog e suas quase 6000 visualizações fiquei penando na minha própria frase e da falta de sentido dela. Visualização de quem, quê, quem ou quando?
Quantos que viram não se mostraram? Quantos viram e leram? Quantos leram e silenciaram? Quantos apenas clicaram? Quantos passaram de passagem entre uma estrada e outro e, neste posto, pararam? Quantos abasteceram?
Quantos....
Quem...

Onde....

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Paz Profunda!

Paz!
Uma palavra tão curta para significado tão infinito.
A Paz Profunda ultrapassa a nossa sensação de bem estar. A calma serena com nossos pequenos desejos e expectativas.
A Paz Profunda nos convida a transcender nossos limites, nossas fronteiras, visíveis e invisíveis. Conscientes e inconscientes. A Paz Profunda vem da percepção de que o Bem é nosso bem único.
O pão que desejamos ofertar diariamente a todos que anseiam por alimento.
Que tem necessidades de se nutrir espiritualmente de esperança, se luz e harmonia.
A Paz Profunda vem da consciência. Sentimento de que um outro deve habitar minhas preocupações, meus pensamentos, meus sentimentos e minha melhor emoção.
Quando desejar a Paz,
feche os olhos e sinta-se invadido por este desejo irreprimível de querer doar-se totalmente.
Que as dores, sejam estas, de amores ou desilusão.
Que os temores, de ódios sem razão.
Que os medos, da profunda escuridão.
Se desfragmentem em mil pedaços sem chances de novas colagens ou roupagens.
Que fique apenas o som,
da Paz Profunda,
da nossa união!

Namastê!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sobre a arte do perdão

Bom dia!
Retornando a este espaço depois de uma ausência prolongada.
Uma experiência me marcou recentemente. O tempo da Quaresma deste ano que vivenciei com minha esposa pela primeira vez, fazendo um retiro espiritual. Um retiro em casa com leituras orientadas da Bíblia.
Sou teosofista. Ser teosofista é estar ligado a Sociedade Teosófica. Uma Sociedade ocultista criada em 1875 em Nova York por Helena Blavatsky e Henry, Steel Olcott. Em 1878 a sede muda para Índia onde permanece como sede mundial até a presente data.
Porque fiz esta observação sobre minha ligação com a ST? Porque é a ela que me vinculo espiritual e fraternalmente. Ingressei em seus quadros em 1986 e pertenci Loja Pitágoras. Um dos grandes princípios da ST é o estímulo ao estudo comparativo de religiões, ciência e filosofias. O estudo comparativo não nos vincula obrigatoriamente a nenhum dos ramos ou crenças mas nos abre a possibilidade de compreender o que cada um tem a mostrar e revelar a Humanidade.
Anne Besant que foi uma de suas presidentes, em um de seus livros, chama a atenção para este ponto ao afirmar que o estudo é que deve ser valorizado e que o fato de que uma pessoa se vincular a ST não anula a sua ligação com sua religião de origem e formação.
Ao contrário, deve servir de estímulo para que se possa compreendê-la de forma mais ampla e profunda.
Assim sendo e voltando ao início deste post, esta foi uma das razões pelas quais resolvi me aprofundar na leitura dos textos bíblicos, inicialmente motivado pela Páscoa.
Posso dizer que foi um mergulho profundo que fiz. Um mergulho em apneia, livre dos equipamentos que poderiam me dar segurança em águas tão profundas quando minha mente, minhas crenças e meu coração.
Um risco de encontrar nas águas turvas de minhas compreensões e incompreensões, a revelação dos mistérios de um período tão caro aos cristãos.
Foi revelador compreender a natureza e amplitude de se perdoar e do perdão. Ato aparentemente simples mas que se mostra por vezes complexo e intrincado. Sobre isto, em confissão escutei uma frase linda do padre. Um jovem padre. "perdoar não requer demonstração física e sim certeza interna no coração".
Achei o máximo porque na maioria das vezes entendemos que se não estivermos de frente com o objeto do perdão, esta atitude não tem valor.
Perdoar com a mente e o coração no silêncio de nossa sinceridade pode ser mais profundo e libertador.
Certamente foi para mim.
Perdoe-se primeiro!
Vamos perdoar?
Seguir em frente livres!
Bj e até outra hora!