sábado, 16 de janeiro de 2016

Islâm - Jerusalém, uma cidade três religiões

"No mês de Ramadã d 610 d.c, quando Maomé se entiu avassalado por uma aterrorizante presença divina e as palavras de uma escritura divinamente inspirada jorraram-lhe dos lábios. nos 22 anos seguintes continuou recebendo revelações de Ala, que seus seguidores mais tarde reuniram na escritura arábica conhecida como Alcorão,a Recitação. por fim Deus fala aos árabes bem sua própria língua e os levara para a comunidade dos verdadeiros crentes. Assim Maomé não considerava novidade o que fora revelado através de sua pessoa: tratava-se simplesmente da antiga religião do Deus único que judeus e cristãos veneravam.
A palavra divina exortava os habitantes de Meca a uma entrega espiritual (islãm) de sua vida inteira a Deus. Se vivessem da maneira que Alá desejava e construíssem uma sociedade justa e decente prosperariam e se harmonizariam com as leis divinas fundamentais para a existência.
Islãm, portanto, não significava submissão a algo estranho. Era um ato profundamente natural, segundo a perspectiva do Alcorão. Deus enviava profetas  e mensageiros a todos os povos da terra para lhes dizer como deviam viver"

Livro: Jerusalém Uma cidade três religiões
Autora: Kate Armstrong

Islâm - Jerusalém uma cidade, três religiões

Retorno ao livro de Kate Armstrong, agora para postar sobe a parte de seu lindo e esclarecedor livro que retrata o Islâm. Palavra de tão intensas emoções e de significados profundos.
Fundamental ter a mente livre e a razão sob controle. Tentar entrar no mundo religioso compreendendo que o que os homens fizeram com o conhecimento original recebido é justamente isto. Resultado dos homens.
A recente mensagem do Papa Francisco sobre a necessidade de tolerância para com todas as religiões é um bálsamo em meio a tantas trevas e incompreensões.
Portanto, este é um convite para uma pequena viagem ao seio desta religião de tantos ensinamentos poderosos. Boa viagem!
"Maomé Ibn Abdala, o novo profeta de Meca, no Hedjaz, não pensou que estava prestes a fundar uma nova religião mundial, quando recebeu sua primeira revelação, em 610, o mesmo ano em que o rei Cosroés invadiu o território bizantino.Mercador famoso por sua integridade, Maomé se preocupava muito com o mal-estar espiritual que percebia na cidade. Materialmente Meca prosperava como nunca , mas alguns dos antigos valores tribais vinham sendo solapados em função dessa prosperidade. em vez de cuidar de membros mais fracos da sociedade, como no passado, as pessoas se empenhavam em construir suas fortunas particulares.
Algumas sentiam-se vagamente insatisfeitas com o antigo paganismo, que lhes parecia obsoleto, agora que começavam a ingressar no mundo moderno. Muitas acreditavam que Alá a principal divindade do panteão arábico- cujo nome significava simplesmente 'Deus"- era, de fato o Altísissimo adorado por judeus e cristãos. No entanto, aqueles judeus e cristãos com os quais tinha contato geralmente zombavam dos árabes porque Deus não lhes fizera nenhuma revelação e tampouco lhes enviara um profeta próprio.
Tudo isto mudou para sempre..."
Aguarde a próxima postagem. Gostou? Deixe um comentário.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

6 cartas inspiradoras

O link abaixo é um convite a reflexão. São 6 cartas. Cada qual escrita por uma personalidade. Uma figura pública.
https://www.linkedin.com/pulse/6-cartas-inspiradoras-sobre-sua-vida-jos%C3%A9-lu%C3%ADs-neves?trk=hp-feed-article-title-hpm
Existem velhas formas de nos comunicarmos que vão se apagando nestes tempos modernos de comunicação instantânea. Alguém ainda se lembra d aboa e velha carta.
Sim aquele pedaço de papel que vinha com a escrita de uma pessoa desenhadas em letras íntimas e pessoais. Aquele pedaço de papel dentro de um envelope que nos enchia de felicidade ou de tristeza. De qualquer forma, que deixava , em nós aquela respiração suspensa minutos antes de ser aberto.
Que estas cartas de inspiração sejam bem aproveitadas por cada um de vocês.

Vazio da manhã

Hoje, um pouco assim. O que colocar numa folha em branco? Pegar a caneta e escrever. Na verdade, abrir o computador e olhar para a tela em branco e manter as mãos suspensas sobre o teclado.
Aqueles segundos de expectativa que separam o início de uma apresentação e a sua transcendência em um jorros de notas habilmente manuseadas pelo maestro.
Tantas composições quanto compositores passam por suas mãos e a tanto tempo que deixaram de ser mistério e se transformaram em hábito.
Será?
Assim, também na vida. Dia após dia a mesma expectativa quando abrimos os olhos e ainda deitados imaginamos o que nos aguarda. Desenrolar de hábitos sucessivos ou algo de novo para nos estimular? Normalmente, tudo na mesma.
Hoje, enquanto me levantava fui mentalizando cada ato na medida em que o executava. Acho que até cheguei a escutar o tique taque marcando o compasso deste dança.
Tudo parecia seguir em ordem, nota após nota, tom após tom, movimento após movimento. A sensação de ordem seguida da angústia da tempo se esvaindo. Não o tempo do tempo. O tempo da vida. Seguindo e se desfragmentando. Não ficou pegada. Se foi feito uma brisa levando a lembrança do que poderia ser um tempo de um novo dia.
Era para estar tudo em ordem. Era para estar tudo bem. Era para ser assim. Tique taque...
O que nos dá a sensação de perda e de vazio.
Quando o vazio não é preenchido deixando de ser ausência mas que não preenche espaço. Lacunas, dobras do tempo, folhas amassadas de uma letra não escrita. Vazio. O que falta?
Ou não falta nada? É apenas vazio. Aquele espaço entre o silêncio e o barulho.
Aquela fagulha de paz antes que tudo comece.
Aquela hora entre o despertar e o levantar.
Entre ouvir e falar.
Entre nascer e viver.
Paz.
Lembro de que quando criança, gostava de sentar ir a praça e olhar o balanço. Não queria sentar e me jogar no ar como todas crianças.
Queria apenas olhar aquela estética do não movimento que o balanço parado demonstrava.
Aquele instante de paz e ansiedade.
Em que esperamos os braços amorosos virem, em silêncio nos balançar. Lentamente.
Talvez seja esta a sensação de hoje pela manhã.
A necessidade de braços amorosos a me balançar. Aquele vazio cheio de alegria sabendo que ali, bem pertinho tem alguém que vai nos lançar na vida e nos amparar na volta.
Vai jogar nossos sonhos no alto ou colhe-los de volta.
Vazio pode ser espera.
Vazio pode ser silêncio.
Vazio pode ser isto.
Apenas ausência de barulho. 
Será que temos dificuldade de nos acostumarmos as coisas boas?


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Equilíbrio

Onde encontrá-lo?
Como mantê-lo?
Como compreender seu tempo, sua infantilidade, mocidade e maturidade?
Tempos extremos e tempos estranhos. Na instantaneidade da vida moderna, como manter cada um dois dois pontos da balança em equilíbrio?
Talvez sua busca seja uma apenas uma ilusão. Equilíbrio perfeito é estado da mente sã. Ela controla as emoções e atitudes. Tudo começa ali.
Razão e emoção são cálices servidos à mesa da nosso dia a dia. De forma comedida ou desmedida, em suas mãos somos convidados na festa da existência.
Diz o ditado; "nem tanto ao mar e nem tanto a terra". Verdade.
No fim, o elixir da bem aventurança é saber que emocionar-se e racionalizar podem servir ao mesmo propósito. Viver bem!
Será?
Como racionalizar a dor de uma decepção? Criando menos expectativas.
Como criar menos expectativas? Vivendo a realidade do que encontramos pela frente.
Hummmm, as vezes dói esta tal de realidade. Ilusões, expectativas, anseios, medos, ansiedades, convívio, amor, trabalho, amizade ou o fim de tudo. Perda!
Laços desfeitos, sonhos adiados, lutos presentes e ausentes. Vida.Morte.
Lá vem a multidão dizer; "Acorda para a realidade!!!". Praticamente uma ordem para abandonarmos nossos sonhos e mergulharmos na inconstância do concreto nem sempre seguro e firme. 
De que realidade estamos falando? Qual maturidade nos estão cobrando? Que papel não escrevemos? Que aviso não demos?
No final, é nossa culpa. Esta medusa que nos aprisiona por todos os lados de seu olhar.
Ao perceber viramos pedra e afundamos na culpa que nem sempre é nossa.
Enfim,
emoção e razão podem e devem se entender. Ceder, relevar, compreender, fazer caber o equilíbrio de uma escolha, seja ela qual for. 
Vivemos dos nossos erros e acertos. Das nossas sementes plantadas e não plantadas. Mais destas talvez.
Mergulhamos em "tratamentos", tomamos nossa dose diária de fuga devidamente receitadas e medicalizadas. Seja através dos remédios ou da bebida ou do consumo ou de tudo ao mesmo tempo.
Colorimos a névoa momentânea na busca do lumicolor permanente. Quanto mais viva a cor mas certeza de que estamos "bem.Vivemos a ditadura das fórmulas e das receitas diárias em busca da felicidade.
Tentamos fazer caber tudo em um manual de auto acuda. Sim, você não leu errado. Esta verborragia diária das frases de efeito não douram a pílula, são na verdade, um Deus nos acuda!!!
Esqueça!
Viva mais!
Erre mais!
Desequilibre-se as vezes!
Bambeie!
Chore!
Sorria!
Gargalhe!
Cale!
Fale!
Grite!
Crie!
Teu Caminho tem a sua cara e o seu jeito. A pressão pelo equilíbrio constante nos enlouquece.
Porém, 
enlouqueça as vezes!

José Vicent Payá Neto


Peregrinando - O que é ser um Peregrino?

Em postagens anteriores comentei sobre a trilha de velas que depositei ao longo de minhas viagens com minha esposa nas diferentes igrejas pelas quais passamos.
Retrato aqui um destes instantes de reflexão para ilustrar uma linda passagem do livro " O Caminho do Peregrino" que aponta na visão de um dos autores, Osmar Ludovico, o que significa ser um peregrino.
Escolhi esta foto de nossa viagem a Paris em 2008. O vitral representa para mim o mosaico de nossas existências. Os pequenos pedaços de nossas diferentes histórias e trajetórias. Por cada um deles passa um facho de luz atravessando e iluminando nosso caminho.
Cada vitral iluminado pela nossa centelha de vida, que permanece sendo única em várias roupagens conforme nossas encarnações, representa um instante, uma conta no colar de pérolas da vida eterna.
Juntos representam o que somos, o que fomos e as possibilidades do que seremos. São nossas bagagens e cantis de água. Estão na nossa mochila cósmica.
Não se prenda a terminologias, religiões, filosofias e grandes seres. cada qual viveu em uma época e trouxe uma mensagem de paz, Amor e Sabedoria.
O caminho pode ser feito seguindo o exemplo marcado na pegada de cada um deles, de todos ou de nenhum deles. Como diz o lema da Sociedade Teosófica da qual sou simpatizante tendo sido membro é; "Não há Religião Superior a Verdade". Portanto, sinta o valor do conhecimento e procure compreendê-lo.
Feche os olhos, abra a mente e desperte a audição interna. Escute, reflita e pense.
"Podemos comparar a existência humana a uma peregrinação. Somos caminhantes e peregrinos em uma jornada que vai do nascimento a morte, do efêmero ao eterno, da terra ao céu.
...Trata-se de uma empreitada sem volta e sem fim porque busca o eterno e o infinito. Quanto mais nos distanciamos de onde partimos, mais longe estamos do nosso destino. É nesse itinerário existencial e espiritual que nos encontramos com cristo. É um caminho com Cristo até Cristo.
Dessa peregrinação, não temos o mapa completo, nem a previsão do tempo. Ora caminhamos por planícies floridas sob o sol cálido e com o vento sobre nossa face, ora caminhamos na tempestade, por vales escuros e tortuosos, por veredas escorregadias à beira do abismo.

... Muitas vezes titubeamos. E nos perguntamos: Seria tudo uma ilusão? Vale a pena confiar tanto naquilo que não vejo nem domino plenamente? Como é que vim parar aqui?
A alegria do caminhante não está em chegar ao destino, mas no próprio caminho. Enquanto o turista observa a paisagem e os acontecimentos externos, guiados pela excitação dos sentidos, o peregrino faz um caminho interno, cujos alicerces estão na sensibilidade do coração. Faz, portanto, um caminho em direção a si mesmo e em direção a Deus.
Aqueles que têm sede e desejo pelo eterno sabem que o eterno existe. Pois se há sede, deve haver água. A sede e o desejo movem o peregrino. Assim canta Davi no Livro dos salmos: " Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus , suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me verei perante a face de Deus?" (SL 42,1-3).
Livro: O Caminho do Peregrino
Autores:
Laurentino Gomes e Osmar Ludovico

Como anda a sua sede? Como anda o seu desejo pelo Eterno?
A secura em que as vezes se encontra a nossa alma, é mais fruto de nossa incredulidade pelo que não compreendemos do que pela certeza do que sentimos. Queremos prova de tudo o tempo todo. Ansiamos por fatos documentais incontestáveis.
Porém, como demonstrar o invisível?  Como congelar o tempo do Eterno vir a ser que nos joga nas dobras do espaço infinito?
A prova é aquilo que internamente está latente a espera do despertar.
Perca o medo e se jogue no desconhecido.
Ele te acompanha sempre!
Beijo no coração!
Namastê!
Saravá!
Amém!

José Vicent Payá Neto

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Peregrinando - Nascimento

" A mais extraordinária história que o mundo já ouviu tem início 2 mil anos atrás, em um pequeno povoado de uma província periférica do Império Romano.
Ali um jovem temente a Deus recebeu a visita de um anjo. seu cotidiano deveria ser como o de outra jovem qualquer daquela cultura: cuidar da casa, do quintal, onde haveria pequenos animais e uma roça de subsistência, e cultivar uma vida religiosa baseada em encontros semanais na sinagoga, nas festas e nas celebrações anuais".
" como uma jovem simples reagiria a uma situação como essa? Maria responde: Eis aqui a serva do Senhor, assim se cumpra em mim a Sua palavra. O que quer dizer: que assim seja, que assim se cumpra em mim, eis aqui o meu útero. É a partir dessa absoluta vulnerabilidade e entrega que essa história vai ser escrita".
" Nossos passos de fé não são guiados por uma lógica pragmática e racional. A fé, ao contrário, surge na contramão daquilo que conseguimos explicar e compreender. A fé acontece quando ouvimos a voz de Deus e, perante ela, nos vulnerabilizamos e entregamos a Ele nosso útero, metáfora do espaço nas profundezas de nossa alma onde podemos ser fertilizados por Deus para gerar vida em nós e através de nós".
Trechos do livro  "Caminho do Peregrino - Seguindo os passos de Jesus na Terra Santa de Laurentino Gomes e Osmar Ludovico".
Em um de seus livros, a ocultista e fundadora da Sociedade Teosófica faz menção a mesma expressão , ÚTERO DO MUNDO , para designar o nascimento da Vida e sua Manifestação. Para os indianos, conhecido como Manvântara.
A passagem do livro me fez recordar exatamente desta analogia esotérica e está na raiz de todos os ensinamentos filosóficos, religiosos e ocultistas seja de que corrente for.
O nascimento da Vida, sua Manifestação e a explosão das centelhas de Vida que vão povoar os universos e seus respectivos mundos dando início ao Grande Ciclo de evolução.
A palavra chave aqui é VIDA!
A VIDA que habita todos nós. Que habita a todas as formas de vida desde os reinos elementais, minerais, vegetais, animais, humanos e super humanos.
A VIDA que requer um recipiente para ser depositada e ,a ser desenvolvida. A este processo, nascimento, o útero da mundo acolhe a fertilidade do logos e coloca em movimento toda a Roda da Eternidade.
Em um aspecto mais íntimo, esta VIDA precisa de nossa coragem e de nossa disponibilidade para se expressar em sua totalidade. Esta energia precisa pulsar. Anseia por seguir seu curso. Deseja voltar a fonte divina extasiada e satisfeita das experiências que lhe restituíram o sentido mais pleno da espiritualidade.
Nós temos esta abertura.
Em certa medida somos este útero que precisa gerar e dar nascimento a Vida Divina que existe em nós. Nosso parto vem desta fragilidade e vulnerabilidade, interna e externa.
Este nascimento acontece todos os dias, todas as noites e em todas as idades.
Buscamos eternamente a tal da felicidade. Esta só virá ao descobrirmos que não está depositada no trono das coisas passageiras e transitórias.
Quando entendermos que Ter não é um verbo a ser conjugado como um mantra de busca espiritual.
Ao contrário, precisamos encontrar o prazer de estarmos conosco. De nos afeiçoarmos por aquilo que somos de forma incondicional.
O que fica de nós é aquilo que sempre fomos.
Não são as terras, as casas, o dinheiro, as relações, o trabalho...
Fica a nossa essência, e é ela que volta ao Logos com aquilo que conseguimos acumular de experiências. Lições ou constantes repetições.
Portanto, a metáfora da útero como espaço-tempo, é uma alegoria esotérica que nos mostra a infinitude, a inconstância e impermanência,a transitoriedade das coisas externas para dar vazão a música da vida.
Ao canto de todas as gerações e eras.
De todos os míticos e místicos Grandes Seres que estiveram entre nós. Não importa a Fé!
Vale o caminho!
Beijo no coração!

José Vicent Payá Neto



Peregrinos de nós mesmos!

Estou lendo um livro saboroso que se chama; " O Caminho do peregrino - Seguindo os passos de Jesus na Terra Santa" de Laurentino Gomes e Osmar Ludovico. Este livro narra a viagem de Laurentino, autor de 1808, 1822 e 1889 sobre a vinda da família portuguesa, a colonização e o estabelecimento da República no Brasil.
Portanto, o novo livro como o próprio autor afirma é uma guinada na sua trajetória literária.
Retrata uma viagem a Jerusalém, cidade de infinitos significados para cristãos, muçulmanos e judeus que já retratei aqui no Blog. Acompanhado por um grupo de brasileiros e orientados pelo orientador e conselheiro Osmar  Ludovico. Livro delicioso, saboroso e instigante. Aos poucos vamos desembarcando e nos integrando ao grupo e seguindo suas pegadas.
"O que é ser peregrino?
A palavra vem do latim per agrum, que significa " através do campo". Desde os tempos antigos, milhões de seres humanos se habituaram a deixar suas casas e cidades em busca de destinos cujo significado transcende a realidade visível. percorrem a pé,a cavalo, de bicicleta ou carros trilhas e estradas que cortam países e continentes. A mais famosa delas, o Caminho de Santiago, já rendeu inúmeros romances, filmes, reportagens e séries de televisão.
Mencionada em um documento chamado Código Calixtino, do século XII, é conhecida desde a Idade Média como a rota que leva ao suposto túmulo do apóstolo Tiago, em Santiago de Compostela, na região espanhola na Galícia. Por razões semelhantes, multidões vão a lugares como Roma, na Itália; Aparecida, no Brasil; Lourdes, na França; e Fátima em Portugal. o fenômeno não é exclusivo do cristianismo.

 Muçulmanos devem cumprir a obrigação de ir, pelo menos uma vez na vida a Meca, na Arábia Saudita, o lugar mais sagrado do islamismo. Arunachala e Varanasi (também conhecida como Benares), na Índia, são os destinos de milhões de hinduístas. Anuradhapura, primeira capital do Sri Lanka, é um dos centros budistas mais importantes do mundo".
Livros: O Caminho do peregrino - Seguindo os passos de Jesus na Terra Santa.
Autor: Laurentino Gomes e Osmar Ludovico.
Vamos juntos fazer um pouco desta viagem. Aos poucos irei colocando aqui algumas reflexões que este belo livro me proporcionou e que espero compartilhar.
A viagem começa com o primeiro passo. 
Este passo foi dado quando lançados como Centelhas de Vida, pelo Logos Solar, mergulhamos na Vida e fomos a eras e eras  evoluindo. 
Evolução da Vida, da Forma de da Consciência.
Fomos muitos sendo um só. Um espirito em várias vidas com várias roupas e personagens. Várias histórias e um só Caminho. Evolução!
Não estamos aqui por acaso.
Estamos aqui para aprender e, aos poucos, com o aprendizado de cada caminhada, iremos nos tornando o próprio caminho!

José Vicent Payá Neto

Trilha de bons pensamentos

Ao longo de minhas viagens na Europa onde passei por Paris, Bruxelas, Antuérpia, Amsterdam, Roma, Milão, Florença,Veneza,Nimes, Lyon e Marselha sempre que encontrava uma Igreja, entrava silenciosamente com minha querida Cris ajoelhava e agradecia por tudo que a vida tinha me proporcionado.
Orava a Deus não me vinculando a nenhuma religião mas a todos os meus guias espirituais fossem eles católicos ou não e, em Paz, agradecia por ter chegado até aquele ponto da estrada.
Assim foi por todos os trajetos. Invariavelmente eu me emocionava porque no meu canto mais silencioso e resguardado eu avivava e remexia nas memórias desta minha trajetória. Revirava as fotos da minha alma, arrumava as folhas do meu espírito e soprava a poeira de minhas dores.
A cada Igreja, fosse ela a NotreDame ou uma pequena igrejinha aberta aos domingos como foi em Paris em um domingo qualquer, entrávamos não para conhecer mas, sim, para agradecer.
Não temos este hábito. Em tempos velozes e furiosos de tantas intolerâncias acumuladas e de tantas fontes de dispersão nos esquecemos de sentar, fechar os olhos, e agradecer.
Não chegamos em um determinado lugar. Não estacionamos em um determinado ponto. Naquele instante, somos a soma de tudo que acumulamos. No instante seguinte outros fotogramas serão adicionados ao nosso filme.
Novas músicas irão tocar no nosso MP3.
Que instantes iremos guardar no caldeirão dos nossos sentimentos. Impossível saber. Portanto,a cada parada, a cada sentada, a cada reflexão, ao final me dirigia ao altar e acendia uma vela. Uma pequena vela. Sempre murmurava para mim mesmo; " que esta luz reflita a bem aventurança de meu caminho e que possa deixar uma trilha de felicidade atrás de mim, iluminando as curvas da vida. 
Procurava fazer um mapa luminoso que pudesse guiar aos que viessem depois. Um desejo humano de deixar sua marca na Terra, na Vida, no Mundo.
A cada nova igreja uma vela era acesa.
Logo, me veio a cabeça a imagem de uma procissão iluminando o caminho dos peregrinos. Nós, peregrinas de nossas jornadas. Trilhas que não estão fora mas dentro de nossa alma, espírito, coração e , sobretudo de nossas mentes.
Nunca sabemos ou saberemos as dificuldades que angustiam os outros. Que necessidades eles terão ou tem.
Quem sabe, deixando um pouco de luz não estaremos dando uma chance a que este outro fique mais próximo de nós.
Quem sabe, aos poucos, não iremos nos preocupar mais com as necessidades alheias e com calma e serenidade iremos tentar aliviar o caminho.
A jornada é de cada um.
Acompanhar e estar por perto com uma palavra amiga ou uma escuta silenciosa é nossa opção.
A presença na ausência se faz!
Feliz 2016!

José Vicent Payá Neto